Indústria brasileira de alimentos e bebidas fecha 2020 com balanço positivo

Jornal Nacional | 26 de fevereiro de 2021

A indústria de alimentos e bebidas fechou 2020 com um balanço positivo e refletiu mudanças no comportamento do consumidor por causa da pandemia.

 

O bom desempenho, ao contrário de outros setores da economia atingidos pela pandemia, está nos números registrados em 2020: o faturamento da indústria de alimentos e bebidas cresceu quase 13% em relação a 2019, incluídas as exportações, que tiveram aumento de 11%. No total, quase R$ 790 bilhões.

 

“Isso consolida o setor de produção de alimentos e bebidas do Brasil como o setor mais importante da economia brasileira, representando 10,5% do PIB nacional”, afirma o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, João Dornellas.

 

As categorias em destaque foram açúcares, óleos vegetais e carnes. Já bebidas e derivados de trigo registraram as maiores quedas.

 

As vendas no varejo, nos supermercados, também fecharam em alta: 16%. Mas, pelo menos em parte, o destino dos alimentos mudou.

 

“Ao invés de consumir fora a gente acabou consumindo em casa. Então, a gente acabou fazendo mais refeições”, diz Adriana Roque, especialista em RH.

 

Uma pesquisa mostra que a alimentação fora de casa teve uma redução de quase 25%. Um problema para bares e restaurantes. Ao mesmo tempo, trazer para a cozinha os alimentos industrializados ficou mais caro: segundo as indústrias, um aumento de 2,5% nos preços só pelo que está sendo chamado de custo Covid.

 

“Primeiro foi a demanda global de alimentos, a alta do dólar, as commodities em alta gerada pela demanda global de alimentos, as embalagens e o custo Covid. As empresas se adaptaram. Você teve que colocar mais pessoas, mais turnos nas fábricas. Nós testamos todos os colaboradores e seguimos testando todos os colaboradores nas indústrias, nas fábricas. Isso gerou um custo que a gente chama de custo Covid, que é da ordem de 4,8% quase 5% também”, explica João Dornellas.

 

Custo que pesa no bolso do consumidor.

 

“Eu acho que aumentou tudo, tanto industrializado como não industrializado”, afirma Roberto Oliveira, dono de bar.

 

“A gente ia no mercado com 200, 300 reais e levava o carrinho cheio. Hoje em dia você leva duas ou três sacolas. Isso está pesando muito no bolso da gente”, diz a cuidadora Claudia Maria da Silva.

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